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Artesanato feito em Casa mapeia artesãos do Vale do Aço

O projeto Artesanato Feito em Casa, conduzido pela arquiteta Joana Gonçalves, proprietária da OG Arquitetura e Gestão Cultural, deu início a uma nova etapa nesta sexta-feira (14/01). Com apoio do Edital Doce da Fundação Renova, o projeto dá continuidade ao mapeamento dos artesãos, expandindo a pesquisa oito municípios da bacia do Rio Doce, localizados no colar metropolitano do Vale do Aço: Belo Oriente, Dionísio, Ipaba, Ipatinga, Marliéria, Santana do Paraíso, São Domingos do Prata e Timóteo. 

Nesta sexta, o mapeamento começou em Santana do Paraíso, com o cadastramento presencial de artesãos, que desejam apresentar seus trabalhos manuais e produtos artesanais. O mapeamento é baseado em técnicas do Programa do Artesanato Brasileiro: bordado, crochê, fuxico, macramê, ponto cruz, patchwork, vagonite, bainha aberta, tapeçaria, pintura, marcenaria, marchetaria, fundição, funilaria, pirografia, cerâmica, rendaria, cestaria, papelaria, cartonagem, origami, culinária artesanal, dentre outras. Os artesãos devem apresentar três exemplares do produto desenvolvido por cada artesão. 

Em Ipaba, o cadastramento será realizado no dia 25/01. A previsão é que Ipatinga receba a equipe do Artesanato Feito em Casa para cadastramento no dia 08/02, na Casa do Artesão. 

Além do cadastramento presencial, gratuito, a participação de artesãos também pode ser feita através do site https://artesanatofeitoemcasa.com.br/mapeamento/

 “O artesanato pode se originar de uma vocação e tradição familiar, do desenvolvimento do fazer manual, da aplicação de conceitos de design e até mesmo de uma ação comunitária. Observar, utilizar, praticar ou colecionar arte feita à mão, nos aproximam do fazer criativo do ser humano: peças feitas com apuro manual e também a culinária local, são umas das mais fortes expressões da identidade e da diversidade cultural de um povo”, comenta a idealizadora do Artesanato Feito em Casa Joana Gonçalves, que deu início ao projeto em 2017. 

 Mostras de artesanato 

O mapeamento da prática artesanal visa contribuir com os artesãos como fonte geradora de renda, meio de expressão e preservação das culturas locais, modelo de valorização de pessoas e comunidades, estilo de vida, alternativa sustentável de consumo e meio de socialização. Com a parceria do Sebrae e do Projeto Turismo no Vale, o projeto foi ampliado, oferecendo aos artesãos a oportunidade de mostrarem suas artes em exposições e feiras de artesanato, foi o primeiro desdobramento, surgindo daí uma parceria colaborativa para o desenvolvimento do trabalho, entre a arquiteta idealizadora, produtora cultural, designers, trade turístico local, gestores públicos e associações de artesanato.   

 Em 2018, um grupo de aproximadamente 50 artesãos, reunidos em Timóteo para apresentação dos resultados da primeira fase do mapeamento Artesanato feito em Casa, participou da 1ª Mostra AFC. Em março de 2019, integrando as associações ASSOARTT- Associação de Artesãos de Timóteo, Arte Minas Fabri e Casa do Artesão Matizes de Ipatinga, o projeto realizou sua primeira feira de artesanato e, em setembro do mesmo ano, surgiu a oportunidade de uma segunda feira de produtos artesanais e gastronômicos. 

Através de editais e prêmios de economia criativa, em 2020, a pesquisa Artesanato Feito em Casa – mapeamento da prática artesanal no Vale do Aço, foi premiada pelo  Ministério do Turismo e do Governo do Estado de Minas Gerais através da Lei Aldir Blanc. Em 2021, foi publicada no site da revista Caminhos Gerais, veículo de comunicação especializado na história, cultura e turismo do Vale do Aço e também no site próprio do projeto: www.artesanatofeitoemcasa.com.br.  

Durante seus três anos de atuação, o projeto já mapeou diversas iniciativas, criando junto a elas histórias inspiradoras de motivação, transformação e crescimento. Mais informações: (31) 98790-3061, com Ana Cleide dos Santos. 

 

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