Tarumirim

Igreja Matriz de São Sebastião

Tarumirim é um nome que já nasce poesia — e céu.

Seu topônimo, de origem provavelmente híbrida entre a língua Krenak e o sufixo tupi, revela um significado delicado e profundo: “céu pequeno”. Em tupi, o céu é *ybáka*, e em Tarumirim ele parece caber mais perto do chão, como se o horizonte repousasse suavemente sobre as montanhas e vales que moldam sua paisagem.

Terra de memórias antigas e caminhos que se abrem em tradição, Tarumirim começou a se formar a partir do núcleo de povoamento criado por Antônio Cunha e seus irmãos. Dali nasceu o antigo Patrimônio do Cunha, que cresceu com a chegada de novas famílias, transformando-se em distrito em 1911 e, mais tarde, em município emancipado no ano de 1938. Sua história é marcada por rios, serras e divisas desenhadas pela própria natureza, como se o território tivesse sido cuidadosamente escrito pelas águas e pelo tempo.

Hoje, com cerca de 14,5 mil habitantes, Tarumirim preserva esse espírito de interior vivo, onde a tradição ainda conversa com o cotidiano.

Entre seus sabores mais autênticos, destaca-se a produção de cachaça, orgulho local que carrega identidade e reconhecimento. A cachaça Lenda Mineira, é símbolo de qualidade, certificada pela AMPAQ e valorizada também no mercado de exportação. Além dela, diversos alambiques artesanais mantêm viva a cultura da cachaça feita com saber, tempo e cuidado, levando o nome do município para além de suas fronteiras.

Tarumirim é, assim, um encontro entre céu e chão, entre memória e presente, entre o sabor da terra e a leveza do horizonte. Um lugar onde o nome já anuncia o encanto — e onde cada detalhe parece lembrar que até o céu pode ser pequeno quando cabe inteiro na alma de um povo.

O atual quadro de conselheiros, titulares e suplentes está assim constituído:

  • Titular

    Denise Amaral Mendes Medina

  • Suplente

    Denise Amaral Mendes Medina

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