Minas lança rede de gestores de Cultura e Turismo

Fazendinha do Unileste, em Coronel Fabriciano – Foto: Elvira Nascimento
 
 
A Secretaria de Cultura e Turismo (Secult/MG), lançou na última semana uma rede de articulação de ideias e propostas e processos que visam restabelecer de forma ordenada as atividades dos setores em todo o Estado. Batizada de “Rede Estadual de Gestores Municipais de Cultura e Turismo em Minas Gerais”,  ele teve como ponto de partida a grave situação causada pela pandemia de coronavírus e os impactos nas duas áreas. Além da Secult, integram a rede a Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur), a Associação Mineira de Municípios (AMM), e a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel).
 
Segundo o secretário Leônidas Oliveira, a Cultura é fundamental para o desenvolvimento humano e aliada ao Turismo, ela se torna ainda mais essencial. “Essas duas áreas, que foram as primeiras a paralisarem suas atividades no contexto da pandemia, precisarão muito uma da outra quando a situação voltar ao normal. É preciso um diálogo muito sólido entre elas”, afirmou.
 
O secretário também apontou que o potencial atrativo do estado está concentrado em atividades que envolvem Turismo e Cultura. Para Oliveira, reforçar essa vertente é um caminho certo para potencializar as políticas públicas e uma reabertura segura. “Explorar as potencialidades de cada região, celebrando essa variedade de riquezas imensa, só é possível com a colaboração de gestores municipais, que poderão ter à mão recursos mais descentralizados”, diz.
 
Atuação articulada e descentralizada
 
A rede lançada propõe um trabalho conjunto, mas que seja específico e estratégico quando necessário, considerando as diferentes características socioculturais e turísticas de cada região de Minas Gerais. O objetivo é que os gestores integrantes do movimento pensem, sempre, nas potencialidades regionais e em quais políticas públicas podem contribuir para o desenvolvimento das áreas.
 
A adesão ao movimento também está atrelada ao desenvolvimento local sustentável e à melhoria da qualidade de vida nas cidades. Os municípios devem planejar uma atuação conjunta em gastronomia, equipamentos culturais, valorização do patrimônio e em ações como mostras, festivais e festas populares, levando em conta o fortalecimento de aspectos culturais, criativos e econômicos.
 
Troca de experiências
 
Segundo o secretário Leônidas Oliveira, a articulação entre gestores vai possibilitar que um número ainda maior de cidades de Minas, que soma 853 municípios, possa usufruir de mecanismos de fomento. Uma das primeiras discussões será pautada pela Lei 14.017, de 2020, a Lei Aldir Blanc, sancionada em junho pelo governo federal e que prevê o repasse de R$ 3 bilhões a estados e municípios para gestão de espaços culturais e linhas de crédito para micro e pequenas empresas do setor. 
 
A adesão ao Programa ICMS Patrimônio Cultural, iniciativa do Estado para salvaguarda de bens do patrimônio histórico municipais, e os recentes editais da Secult, como o Museu Seguro, também vão nortear os próximos encontros. Os gestores interessados em integrar a rede podem fazer um cadastro provisório informando dados sobre atividades culturais e turísticas do município no e-mail ct.gestoresmunicipaismg@gmail.com.

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